10 tendências para 2015

trendwatching

Mais que tendências, o Trendwatching fez um estudo de 10 inovações que você deve conhecer e usar para ter lucro em 2015. Sim, tem mais Internet das Coisas (IoT, a sigla em inglês), mais sobre smartphones… Há tendências da economia – EUA melhoram, China desaquece, incertezas em todo lugar. A lista tem tendências de consumo.

O importante aqui não são as tendências, mas as oportunidades. Mais que a Internet das Coisas, é a Internet das Coisas Compartilháveis que tem oportunidades de negócios para os clientes. Cada uma das tendências traz uma chave, algo que você pode fazer, vender, usar para surpreender ou construir relações melhores com seus clientes.

Uma lista para se inspirar e criar novos negócios, que tal?

  1. Fazer agora!
    Há muitos anos, a tendência dominante na esfera dos consumidores era o status. Em 2015, alimentados por uma rede cada vez mais potente e narcísica, os clientes se importam menos com o que têm ou vão comprar e mais com o que podem fazer ou criar.

    O ponto aqui é: o consumidor quer mostrar o seu estilo de vida. Reduzir – se possível, eliminar – as barreiras para ele criar qualquer coisa de qualidade será a chave para conquistar o desejo de todos neste ano.

    Lembrem como o Instagram criou um exército de fotógrafos artísticos. Portanto pense como seu produto ou serviço oferece aos prosumers (sim, aqueles consumidores que estão entre o consumidor e o profissional) o poder que ele deseja expressar. AGORA!
    Três cases que demonstram o fato: Seedsheet, uma folha que permite ao consumidor um “plug e plante”, para jardinagem e horta; o Palate Home, um grill inteligente que permite ao usuário- chef definir o cozimento de alimentos; e o Hexo+, um drone que segue e filma seu “dono” de forma automática, seguindo as definições do usuário.

  2. Atendimento preferencial
    Em 2015, o consumidor acostumado a usar seu smartphone para ter acesso rápido a serviços, não quer esperar quando vai ser atendido pessoalmente. Acostumados ao controle total de suas escolhas, os consumidores esperam que as marcas que eles pagam (e caro) e apoiam online, lhes ofereçam preferência quando vão ao local pessoalmente.
    Há que ter cuidado para fazer este tipo de atendimento sem mostrar para outros clientes que alguns têm preferência. As marcas vencedoras serão as que oferecem preferência para todos os seus clientes – e o segredo é acabar com gargalos.
    Exemplos de sucesso: a rede Starbucks já anunciou o serviço de adiantar o pedido – enviado via app para a loja – que deve estar disponível nos EUA ainda este ano. Diversas redes hoteleiras, Hyatt entre elas, também usam apps que permitem aos clientes dos seus programas de fidelidade fazer check in e até usar seus smartphones como chave do quarto… E um parque de diversões sueco criou um jogo para que os usuários se divirtam enquanto esperam para andar na montanha russa. Os campeões de cada rodada podem furar a fila.
  3. Divisão justa
    Os pagamentos móveis, que mal começaram a funcionar no Brasil, já estão acontecendo aos milhões. A Starbucks processa 7 milhões de pagamentos móveis por semana. O Apple Pay registrou 1 milhão de cartões nos três primeiros dias. Há uma oportunidade enorme no meio: criar e usar ferramentas e informações em tempo real para permitir que contas e custos sejam divididos. Não apenas para produtos, mas serviços e experiências também. O desafio? Transformar a conta em um momento de prazer para o consumidor.
  4. A Internet para compartilhar Coisas
    Para além da internet das coisas, há que colocar pessoas no centro do processo. Um exemplo vem do Baidu, que criou hashis inteligentes que conseguem detectar se o óleo do cozimento está fresco. Conforme as coisas vão se conectando, aparecem novos jeitos de criar valor, inclusive compartilhando acesso a coisas. A economia criativa/do compartilhamento já está aqui há algum tempo e pode se espalhar ainda mais através disso. Um sinal: hoje apenas 4% dos consumidores têm um equipamento conectado em casa, mas 2/3 planejam comprar um nos próximos cinco anos. Preparem-se.
    Um exemplo que já existe em diversas cidades do Brasil são as bicicletas compartilhadas, que são desbloqueadas através de aplicativos nos celulares. Podemos fazer mais e melhor que isso…
  5. Governo de marca
    Segundo a Trendwatching, este será o ano para apoiar, começar e incentivar transformações significativas na esfera pública. Em todo o mundo os consumidores sabem que as autoridades lutam para atender as necessidades econômicas e sociais que derivam da falta de dinheiro e/ou sistemas de gestão ineficientes.
    De fato, 73% dos Millenials não acreditam que os governos podem atender aos cidadãos sozinhos e 83% querem que as empresas se envolvam (MSLGROUP, Setembro, 2014).

    É por isso que em 2015 as marcas que entendem seu público irão dar passos para criar mudanças reais e significativas na esfera pública. E não são iniciativas padrão de responsabilidade social e ambiental, mas sim interferir de fato na vida da comunidade, produzindo mudanças permanentes e positivas.

    Um detalhe: se você tentar criar uma ação de marca numa determinada área, cuidado para não fazer uma ação de relações públicas. Seu público com certeza perceberá e seu esforço não terá profundidade nem efetividade.
    Exemplos: durante a explosão da epidemia de Ebola na África, a Easy Taxi fez uma parceria com a Dettol e ensinou os motoristas de táxi a diagnosticar e prevenir a doença, além de transmitir seus conhecimentos aos passageiros. O Waze também tem uma iniciativa, o Connected Citizens que ajuda os governos a melhorar o trânsito em todo o mundo – e a cidade do Rio de Janeiro faz parte do projeto, implantado durante a visita do Papa Francisco à cidade.

  6. Consumo além da informação demográfica
    Não é porque a mulher é negra e tem 30 anos que está interessada em beleza, casa, casamento. Passou da hora de deixar os padrões de consumo baseados neste tipo de informação serem jogados no lixo. Estão aí as campanhas de Skol e Vono, entre muitas outras para provar o fato.
    Pessoas – de todas as idades, em diversos mercados – estão cada vez mais construindo suas identidades com outras bases, de jeito muito livre, cada um do seu jeito. Os dados antigos: idade, gênero, lugar onde vive, renda, estado civil não definem mais a pessoa.
    Sim, jovens com certa posição econômica (em geral) são os primeiros a inovar. Mas hoje produtos, serviços e marcas de sucesso precisam ir além do seu “público-alvo” imediatamente depois de seu lançamento. Sempre verifique todos os públicos para ter novidades importantes no seu negócio.
  7. As moedas da mudança
    Em busca de saúde, força, posição, bem-estar, conhecimento, o consumidor adere, através de seus equipamentos. O impulso por melhorar é profundo, mas existe um abismo entre o desejo e a realidade.
    Confira o tamanho do abismo contra o fato de que 66% dos consumidores acreditam que a troca de valor com marcas é unilateral. Enquanto isso, 70% sentem que as marcas querem mais lucro do que um compromisso com seus clientes (Edelman, 2014).
    Em 2015, as marcas inteligentes vão mudar isso. Por exemplo, em vez de discutir o que fazer com o smartphone (ou os equipamentos inteligentes, como relógios), elas vão usar estes bens de consumo para permitir que seus clientes ganhem “moedas de mudança”: recompensas personalizadas, incentivos e descontos para que superem os inconvenientes, custos ou aquela inércia que impede o movimento positivo em direção à aspiração.
  8. Precificação simpática
    Se os consumidores estão desejosos de recompensas pelo bom comportamento – e esperam que as empresas se envolvam na melhoria do serviço público, existe um jeito prático e simples de provar que você está falando a verdade: a precificação simpática.
    Os consumidores adoram descontos e negócios que dão apoio a uma causa que os toca ou que resolve seus problemas – e estão aí os serviços prestados pelas seguradoras em residências e automóveis que não nos deixam mentir.
    Apenas 30% dos consumidores no mundo todo acreditam que as empresas estão comprometidas com eles (Edelman, outubro, 2014). Então se você mostrar que se importa com sua preocupação com os preços e relacionar esse bom preço a uma causa que toque seu coração, você mostrou que é diferente. Durante a Copa do Mundo de 2014, a Lote42 fez uma promoção em que dava 10% de desconto para cada gol que o Brasil sofresse. E o 7×1 da Alemanha virou um gol de placa que levou a editora a mares nunca antes navegados.
  9. Robolove – o amor ao robô
    A Amazon passou de 1.400 Kivas (em 2013) para 10 mil no fim de 2014 – e os preços de envio deveriam cair entre 20% e 40% (BCG, 2014). [Na realidade, segundo o USA Today, a Amazon estava usando 15 mil Kivas no fim do ano para atender à Cyber Monday). Enquanto os preços mais baixos são importantes, negócios inteligentes pensam não apenas como os robôs podem baixar os seus custos, mas em como eles podem aumentar a satisfação de seus clientes.
    Está na hora de pensar em como os robôs podem oferecer um melhor serviço ao consumidor: mais rápido, confiável, pessoal, conveniente – e a lista não acaba aí. Não se trata de homem x máquina. O robô vai liberar seus empregados humanos de trabalhos burros e repetitivos e permitir que desempenhem tarefas mais valiosas e importantes – diminuindo a insatisfação e aumentando a satisfação do cliente.
  10. As marcas tomam posições claras
    Se a gente olha qualquer marca de perto, todas têm gosto de plástico – sua missão é ser tão neutras quanto possível. Em 2015 esta estratégia começará a desmoronar por duas razões.
    A primeira: quando os consumidores estão num mar de conteúdo de marca, todas preocupadas em ser neutras, todas desaparecem frente ao volume de informação disponível.
    Em segundo lugar, muitos consumidores acreditam que as marcas devem, sim, se posicionar:
    1. 73% dos Millenials acreditam que as empresas têm um ponto de vista sobre questões específicas;
    2. 73% também acreditam que as empresas podem influenciar outras a se envolver em determinada questão)

    (MSLGroup, Fevereiro, 2014)
    Em outubro de 2014, o Trendwatching percebeu algumas iniciativas importantes sobre marcas tomando posição sobre assuntos que importam de verdade para seus consumidores. A Pantene da Índia fez uma campanha sobre as falsas promessas dos anúncios de shampoo (que teve grande repercussão no Brasil, inclusive). A revista Glamour da Polônia apoiou um grupo online que criou uma campanha para acabar com o cyberbullying (Eu não espalho ódio) e ofereceu uma página inteira para que espalhassem sua mensagem.

Estas tendências já estão à nossa volta. Circulam no Facebook, pelo Twitter, no Instagram, através dos grupos de Whatsapp. Os negócios precisam de clientes, estes clientes são pessoas. E as pessoas estão cada vez mais informadas, engajadas, em busca de melhores condições de vida. Como você vai usar esta informação a favor de seus negócios? Lembre: não é preciso usar tudo de uma só vez. E no e-commerce as chances de produzir diferença – principalmente num país como o Brasil – são enormes.

Via: Trendwatching

Posts relacionados


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *