Como a tecnologia e a criatividade ajudam as lojas a superarem a crise da Covid-19

Cumprindo com a sua missão de contribuir para o aperfeiçoamento do segmento de e-commerce no Brasil, a JET realizou no dia 2 de junho mais uma edição do JET Talks. O conteúdo da “conversa” dessa edição não poderia ser mais apropriado, em virtude das atuais dificuldades do país: como a tecnologia e a criatividade ajudam as lojas a superarem a crise da Covid-19. O evento contou com as apresentações de Gustavo Chapchap, diretor da JET, e de Gustavo Andrade, gerente de marketing da Alternativa Sistemas. Doutorando em Ergonomia Cognitiva pela UNESP e com MBA em Marketing pela USP, Andrade trabalhou em empresas no Brasil, nos Estados Unidos e na Alemanha, e hoje ajuda empresas a avançar no processo de transformação digital. Marketing director na JET, Gustavo Chapchap é graduado em Marketing com especialização em Gestão de Projetos, trabalha com comunicação há mais de 20 anos e com e-commerce desde 2006. Redigiu o projeto que originou o Dia do Profissional Digital #404DigitalDay, aprovado no plenário da Câmara Municipal da Cidade de São Paulo em 2014, e faz parte da diretoria da ABRADi-SP, além de liderar o Comitê de E-Commerce da ABRADi Nacional.

E-commerce ganha atenção

Compartilhando suas experiências com os participantes do webinar, tanto Gustavo como Andrade revelaram que o volume de trabalho cresceu bastante em suas respectivas empresas. “Estamos assistindo a uma corrida pela inserção das operações no ambiente digital. Temos vista a transferência dos estoques da loja física para o e-commerce, contratação de profissionais para tocar as operações, ampliação dos produtos vendidos nas lojas virtuais, enfim, a movimentação tem sido intensificada”, pontuou Gustavo. Segundo ele, a iniciativa das empresas é uma resposta ao aumento da demanda. Apesar dos problemas enfrentados na economia, uma parcela dos consumidores tem conseguido aproveitar as facilidades da compra online, está mais disponível para a experimentação. “As perdas foram acentuadas no varejo, mas no segmento de e-commerce a situação é diferente. Houve um crescimento de 81% nas vendas online, comparando com o resultado de abril de 2019”, informou Andrade. Segundo ele, um dos setores que mais cresceram foi o de bebidas, que registrou uma alta de mais de 200% nas vendas via plataformas digitais. Gustavo confirmou que entre os clientes da JET a evolução foi acelerada. “Quem tinha um e-commerce e passou a priorizá-lo obteve resultados rápidos”, diz, citando como exemplo os setores de decoração e mesmo de moda. Para ele, a grande lição deste momento é que ninguém tem uma marca tão forte que consiga condicionar o local de compra do consumidor. “Isso confirma a importância do conceito omnichannel, uma vez que a decisão deve ser tomada pelo cliente”, recomentou. Outro ponto importante, é o entendimento de que momentos de crise, como o que estamos atravessando, abre oportunidades para pequenas e médias empresas. A concorrência, então, está aberta, por isso a necessidade de as empresas se prepararem para o pós-pandemia. Nessa perspectiva, uma iniciativa importante é trabalhar melhor com os dados dos clientes, aproveitar a oportunidade para aproximar as marcas dos consumidores. Referindo-se ao que está acontecendo com os clientes da Alternativa, Andrade chamou a atenção para a diversidade de canais que está sendo adotada pelas empresas. Além de e-commerce, muitos investiram em WhatsApp, redes sociais, televendas, etc. “A maior parte dos nossos clientes tem conseguido bons resultados”, revelou o profissional, citando o caso de um cliente que esgotou os estoques nesse período.

O que acontece no pós-pandemia?

A refletirem sobre o que deve acontecer no Brasil no pós-pandemia os profissionais indicaram, por exemplo, as mudanças no dia a dia das empresas em relação à forma de operar, privilegiando o home office. Segundo Gustavo, deve haver uma maior valorização da relação mantida com os clientes. “Tenho defendido a importância dos 3 P´s do novo varejo: proximidade, privacidade e personalização”, defendeu. Andrade também acredita que, nesse momento pós-pandemia, o propósito das marcas tende a ganhar mais relevância. Nesse sentido, a questão da empatia pode tornar-se um fator decisivo para a compra. Ou seja, o cliente que tiver condição pode realizar uma compra para apoiar aquela marca com a qual ele se identifica. Os especialistas também concordam que os avanços obtidos com o digital são irreversíveis, as empresas deverão manter os investimentos nessa área. Gustavo lembrou que, no digital, as marcas têm como trabalhar de forma mais focada na retenção dos clientes, pode impactá-los o tempo todo, o que aumenta os resultados. Explorar melhor os recursos disponíveis é outra iniciativa importante, na avaliação de Andrade. “É preciso repensar os processos de gestão. É possível usar a criatividade e a própria automatização para otimizar o trabalho”, frisou, observando que este é o momento de pensar em novas soluções para o dia a dia. Para Andrade, no pós-pandemia serão mais lembradas as marcas que conseguiram encontrar saídas diferenciadas no momento de crise. No final da apresentação, Gustavo lembrou que o mercado de e-commerce ainda tem muito espaço para crescer, uma vez que as vendas online representam 5% do varejo brasileiro.
Assista o webinar completo!

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