Como deve ser o Dia dos Pais para o e-commerce

Tradicionalmente, as datas comemorativas têm um importante papel na alavancagem das vendas do varejo.

Em 2020, diante das dificuldades impostas pela Covid-19, as atenções se voltam para o papel e-commerce. Em muitos locais do Brasil, as comemorações do Dia dos Pais ainda devem ser restritas e as compras via internet devem ser privilegiadas pelos consumidores.

Isso já aconteceu este ano nas celebrações do Dia das Mães e do Dia dos Namorados, quando as lojas virtuais foram as principais responsáveis pelo faturamento de muitas empresas.

Como devem ser as vendas no Dia dos Pais em 2020?

Antes de detalharmos as expectativas para a comemorações deste ano, vale o registro: Dia dos Pais é uma data que tem ganhado força e se firmado como uma das mais relevantes no número de vendas para o e-commerce.

Segundo os dados levantados no estudo Ebit|Nielsen, em 2019 foram 6 milhões de pedidos, com um faturamento de R$ 2,5 bilhões, superando Dia das Mães e Dia dos Namorados.

Em 2020, a expectativa é que o e-commerce tenha um desempenho ainda mais representativo.

Levantamento feito pela Social Miner, em parceria com a Opinion Box, indica que 47,8% dos consumidores engajados com o Dia dos Pais devem adquirir um presente especial por meio dos canais digitais, seja pelo site ou pelas redes sociais da marca.

E as empresas que se anteciparam e lançaram campanhas especiais para a data devem sair na frente da concorrência. Isso porque, segundo o estudo, 47,3% do público já está de olho nas ofertas da sazonalidade.

Foram entrevistados 1034 brasileiros — homens e mulheres acima de 16 anos, de todas as regiões e classes sociais — entre os dias 8 e 15 de julho de 2020.

Destaque para o e-commerce nas datas comemorativas

Confirmando a movimentação em torno das vendas via internet, as lojas virtuais aparecem no estudo como a opção mais frequente entre os consumidores do Dia dos Pais.

A maioria dos entrevistados (30,1%) pretende comprar um presente num e-commerce e 17,7% devem recorrer às redes sociais — Instagram, Facebook em especialmente, o WhatsApp.

O estudo também traz insights importantes sobre o que os consumidores esperam das lojas online e, nesse caso, não há muita surpresa: agilidade na entrega e boas condições em termos de frete permanecem como atributos importantes.

O estudo também revela que, para ser fiel às lojas, 54,2% do público feminino leva em consideração a qualidade dos produtos, enquanto 49,8% dos homens priorizam o melhor preço.

No caso dos consumidores com 50 anos ou mais, a confiança nas políticas de troca e de devolução é fator muito importante, sendo destacado por 29% do grupo, contra apenas 17% daqueles entre 16 e 29 anos e 22,1% dos entre 30 e 49 anos.

Em relação aos itens que devem ser mais demandados, os destaques são os segmentos de Moda e Acessórios, com 46,9%, e de Eletrônicos ou de Informática, com 28,6%.

A escolha por esses segmentos não é uma novidade para os consumidores da data, uma vez que as mesmas categorias de produtos foram apontadas como as mais compradas em edições anteriores do evento.

Foi identificado, ainda, que 59,7% dos consumidores devem investir entre R$ 50 e R$ 200 nas compras para o Dia dos Pais deste ano.

Detalhe importante: em 2019, 27,8% dos consumidores pretendiam investir até R$ 50 nas compras de Dia dos Pais, mas em 2020 esse número caiu para 11,8%.

Em compensação, o percentual do público disposto a gastar entre R$ 100 e R$ 500 subiu de um ano para o outro, indicando que, por conta do isolamento e consequente carência de atividades dedicadas à celebração, as pessoas estejam dispostas a investir um pouquinho mais para criar momentos de entretenimento entre a família.

No comparativo com 2019, existem outros dados bem interessantes e que merecem a atenção dos gestores:

– enquanto no ano passado ferramentas de busca, como Google e Bing, eram fonte de pesquisa de 55% dos consumidores engajados com o Dia dos Pais, em 2020 esse número caiu para 39,6%.

– os comparadores de preço e as redes sociais também perderam representatividade junto ao público, em benefício dos sites das próprias lojas.

Vale o registro de que essas informações reforçam a necessidade das marcas trabalharem seu posicionamento e fidelização dos clientes.

Cenários pós-pandemia

O levantamento da Opinion Box e Social Miner também investigou as percepções do público durante o período de isolamento social.

Entre os entrevistados, 49,4% dos consumidores afirmaram estar formalmente empregados e, destes, 42,1% estão trabalhando normalmente na sede física da empresa, 18,6% estão alternando a rotina entre o escritório e o home office, e 31,9% estão exclusivamente de casa.

Em relação ao e-commerce, os resultados foram promissores:

82% dos consumidores que fizeram uma compra online durante a quarentena, seja para presentear no Dia das Mães ou dos Namorados, afirmaram que a experiência foi positiva.

Entre os aspectos que pesam a favor do comércio eletrônico, foram citadas as boas ofertas disponibilizadas pelas lojas, a conveniência de receber o item sem sair de casa, além dos bons prazos de entrega.

Por outro lado, aqueles que não tiveram uma experiência de compra tão boa assim apontaram problemas especialmente em relação aos prazos e valores cobrados pelo frete, às falhas no atendimento e ao recebimento de publicidades indesejadas.

Diante desses insights, ações bem-feitas para o Dia dos Pais devem ter:

– promoções realmente relevantes e personalizadas para o seu público;

– condições de frete acessíveis para o consumidor;

– processos de logística e de distribuição eficientes;

– e, no caso de problemas, é importante que as equipes de suporte consigam agir rapidamente.

Insights para as ações

Para ajudar as empresas na abordagem do consumidor, a Social Miner também fez um levantamento específico sobre as estratégias mais adequadas para que o e-commerce aproveite melhor o Dia dos Pais.

É interessante atentar para alguns dos dados apurados:

– no Dia dos Pais de 2019, campanhas que usavam a palavra “presente” performaram melhor do que as que não continham o termo, gerando um incremento médio de 5% no CTR.

– as comunicações que adotaram a palavra “grátis” performaram 8% melhor do que as que não continham o termo. E as que usavam “oferta”, apresentaram incremento médio de 17% no CTR.

– comunicações que ofereciam algum benefício, fosse financeiro ou mesmo emocional, performaram 9% melhor que aquelas campanhas que não ofereciam nem um, nem outro.

– as campanhas que possuíam apenas um apelo emocional geraram um incremento médio de 6% no CTR, enquanto comunicações que aliaram tanto o apelo emocional quanto um benefício financeiro geraram um incremento médio de 5% no CTR Cenário pós-pandemia;

– neste cenário pós-covid, as questões relacionadas ao frete — que já eram sensíveis ao consumidor — se tornaram ainda mais relevantes para o engajamento.

– 33,3% do público que teve uma boa experiência com o e-commerce no período avaliou o valor cobrado pela entrega como justo e 42,2% deseja continuar comprando online desde que possa gastar menos com a entrega.

– as campanhas para o Dia das Mães de 2020 que anunciavam “frete grátis” apresentaram um resultado 8,8% superior àquelas que não ofereciam a vantagem.

– nessa data, as comunicações que traziam benefícios financeiros performaram 25% melhor em relação àquelas que não continham, sendo que o uso do termo “grátis” garantiu uma performance 8% melhor;

Como você viu neste artigo, as condições têm-se mostrado favoráveis para o desenvolvimento do comércio eletrônico e, ao que tudo indica, o segmento deve ter um papel importante para ativar as vendas do varejo nacional no Dia dos Pais.

Aproveitar melhor o potencial das datas comemorativas nesse momento é fundamental, até porque trata-se de uma oportunidade para atrair aquele consumidor que ainda tem certa resistência em comprar pela internet.

No médio e longo prazo, este é o principal desafio dos e-commerce: fidelizar o público que resolveu experimentar a comodidade das compras online durante o período de isolamento social.

Gostou do artigo? Interessado em mais informações sobre a movimentação do comércio eletrônico? Leia nosso artigo Entenda os 3 Ps do novo varejo.

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