Cresce o número de usuários de internet no Brasil: mais oportunidades para o e-commerce

Pensando em abrir um negócio online? Tem uma empresa e está em dúvida se abre uma filial ou investe num e-commerce?

Saiba que as condições nunca foram tão propícias para o comércio eletrônico. Dados oficiais sobre o acesso da população brasileira à internet, divulgados no final de agosto, mostram que o avanço nessa área tem sido acelerado.

A pesquisa TIC Domicílios, do Comitê Gestor de Internet, indica que o Brasil tem hoje 126 milhões usuários. Isso significa que 70% da população do país está conectada.

Para se ter ideia do quanto evoluímos, em 2008 esse índice estava em 34%. Em termos mundiais, o percentual fica na faixa dos 48%. Ou seja, nesse quesito estamos acima da média.

Entender a movimentação do consumidor na internet é prioritário para quem pretende aproveitar melhor o potencial do comércio eletrônico, correto?

Reunimos neste artigo, informações importantes sobre o assunto, além de mostrarmos o que você deve fazer para ter uma operação de sucesso na internet.

Quantas pessoas acessam internet no Brasil?

Segundo os dados levantados na TIC Domicílios, um dos estudos mais completos do país (conduzido pelo CGI – Comitê Gestor de Internet), chegamos a 2019 a um total de 126,9 milhões de usuários de internet no Brasil.

Em termos de percentuais, como citado acima, batemos na faixa dos 70%. Detalhe importante: nos centros urbanos o índice sobe para 74%.

E existe ainda espaço para crescer, uma vez que nas zonas rurais o percentual está em 49%.

Como se dá o acesso à web no mercado brasileiro?

Confirmando a tendência detectada há alguns anos, o estudo mostra o crescimento do acesso via dispositivos móveis.

Em todas as classes sociais constata-se a diminuição no emprego do computador.

Comparando os dados de 2014, o acesso via celular passou de 76% para 97%. No mesmo período, o computador saiu de 80% para 43%.

Isso comprova que muitos usuários estão conhecendo a internet via aparelho celular e, com isso, nem vão passar pelo desktop.

Para as lojas virtuais, essa é uma informação importante, uma vez que sinaliza a relevância das estratégias mobile first. Ou seja, quem pretende entrar nessa área precisa estar preparado para atender o público primeiro no mobile.

Uma boa notícia: nos domicílios, tem predominado o acesso via banda larga, o que permite um melhor aproveitamento dos recursos disponíveis.

Como as diferentes classes sociais acessam a internet?

Até alguns atrás, quem pensava em entrar no comércio eletrônico tinha que considerar as limitações de acesso à internet de algumas parcelas de público.

Essa situação tem melhorado, confirmando que, independentemente do produto que será comercializado, é possível trabalhar com vendas via internet.

Veja os dados:

  • Classe A – 91% da população tem acesso à internet;
  • Classe B – 91%;
  • Classe C – 76%
  • Classes DE – 48%.

Em relação às classes DE, ainda que o percentual não seja tão alto, é interessante observar a evolução: há 3 anos, esse índice era de 30%.

Quem compra pela internet?

A TIC Domicílios 2018 inclui dados específicos sobre o comércio eletrônico. Como veremos na sequência, os dados são positivos para o setor.

Do total de usuários do país:

  • 60% declararam que fizeram pesquisas de preços de produtos e serviços;
  • 30% disseram ter comprado ou encomendado algum item nos últimos 12 meses;
  • 19% afirmaram que divulgaram ou venderam algum produto pela internet nesse período.

O que afasta o consumidor das lojas online?

O estudo também questionou os entrevistados sobre os motivos para não comprar pela web.

É importante entender melhor essas razões, até para saber como abordar o público da forma adequada, certo? Então, vamos analisar os fatores preponderantes:

1. Prefere comprar pessoalmente

Essa informação confirma a relevância das operações de e-commerce omnichannel. Ou seja, para quem tem uma loja física, o objetivo é que a loja virtual apareça como mais uma opção para fortalecer a marca.

Contudo, atenção: para que o gerenciamento seja feita da melhor forma possível, você vai precisar de uma plataforma desenvolvida com base no conceito de omnicanalidade. Assim, todas as informações sobre os clientes e as vendas serão registradas num sistema único.

2. Falta de confiança no produto que irá receber

Para vencer essa resistência, não tem outra saída: é importante investir numa plataforma que conte com os recursos adequados para a correta exibição das mercadorias.

Boas imagens, descrições de produto bem-feitas e facilidade na hora da navegação são fatores que podem ajudar bastante.

3. Preocupação com privacidade e segurança

Quanto mais recursos a loja tiver, maior a confiança do consumidor e, consequentemente, menor o receio na hora de finalizar a compra.

Ter uma plataforma de API aberta, que permita integrações com as soluções de terceiros, é uma aliada importante para superar as barreiras em termos de segurança.

Não se descuide, também, da transparência no momento de passar as informações para os seus clientes.

O cliente que compra pela internet precisa entender como os dados dele estão sendo tratados internamente, qual o uso que será feito das suas informações.

Fique atento: a partir de 2020, as lojas terão que ser mais criteriosas em relação a esse assunto, uma vez que entrará em vigor a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados. (se ainda tem dúvidas sobre o que isso significa, clique aqui para assistir o nosso webinar)

4. Falta de interesse

Esse motivo pode ser contornado pela oferta de bons produtos e ações de divulgação que ajudem o cliente entender os diferenciais apresentados por cada marca.

Com o crescimento do e-commerce no Brasil, temos visto uma maior diversificação no tipo de produtos oferecidos, o que deve servir como incentivo para essa parcela da população que ainda não aderiu às compras online.

5. Porque não tem como fazer trocas e devoluções

Nesse caso, o problema maior é a falta de informação. O consumidor que está habituado às compras online sabem que o ambiente digital tem regras bem definidas nesse caso.

Diferentemente do que acontece nas vendas nas lojas físicas, na web o cliente tem até 7 dias para solicitar trocas e devoluções.

6. Porque a entrega demora muito ou é problemático receber produtos em casa

As lojas têm lidado melhor com a questão da entrega dos produtos, mas esse é um dos pontos críticos de quem atua no setor.

A recomendação é investir na área de logística, procurando fazer uma boa gestão de estoque para evitar o desencontro de informações, atrasos, extravios, etc.

Uma estratégia que tem funcionado bem para quem tem loja física é a adoção de sistemas que sejam mais convenientes para o cliente. Comprar na internet e retirar na loja física, por exemplo, é uma boa alternativa para aquele cliente que tem pressa ou problemas para receber as mercadorias.

Mas é natural que ainda haja certa confusão, certo? Então, para evitar problemas, é importante que as condições sejam esclarecidas de forma clara e objetiva.

Como mostramos neste artigo, as condições mercadológicas são bem positivas para o e-commerce em 2019. O público disponível na internet não para de crescer e, como vimos, não é complicado superar os eventuais “entraves”.

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