E-commerce cresce e contrata

homem digitando num macbook

Crise? Sim, ela existe e está afetando o crescimento do e-commerce, mas de outras formas. Como já mostramos no artigo do começo deste mês, o e-commerce mostra vitalidade, apesar das dificuldades da economia brasileira.

Os números de maio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) registram o fechamento de 115 mil 599 postos de trabalho no Brasil.

Especialistas apontam o resultado como reflexo da crise econômica no país e alertam que a retração do emprego não só continuará, como deve piorar, porque não há indícios de que a economia vá melhorar em 2015. Apesar de o e-commerce ter desacelerado seu crescimento, as taxas de expansão continuam com dois dígitos, como mostram tanto a câmara e-net quanto a ABCOMM.

As projeções de faturamento para 2015 são positivas. Segundo a ABCOMM, serão R$ 49,8 bilhões em 2015. Já a E-consulting estima R$ 63,9 bilhões. A inclusão de novos consumidores – 51,5 milhões de brasileiros fizeram pelo menos uma compra em 2014 – e a adoção de versões mobile dos sites garantem a vitalidade e fazem com que o setor precise de mão de obra e continue a crescer.

“Focamos em manter um bom time e enriquecê-lo de novos talentos para impulsionar e acompanhar o nosso crescimento. Neste ano teremos investimentos que contemplam infraestrutura, novas tecnologias e equipamentos, mas também voltados a atrair e capacitar colaboradores.”, disse o CEO de uma loja de equipamentos.

Contratação difícil

Não é de hoje que o mercado em geral e o e-commerce em particular tem dificuldades na contratação de mão de obra. Não só há pouca especialização, como o sistema educacional deixa a desejar – e todas as empresas precisam fazer capacitações internamente.

Segundo a Pesquisa Profissional de E-commerce 2014, 61% dos profissionais aprendeu a trabalhar com comércio eletrônico assim, na própria empresa. As vagas no comércio eletrônico pertencem a novos segmentos e que exigem novas demandas e competências em intervalos curtos de tempo. O mercado profissionalizante não consegue se adequar tão rapidamente para preparar e capacitar esses profissionais. Por isso o déficit que já existe para a mão de obra do e-commerce, não apenas se mantêm, mas aumenta e com o crescimento do setor, se amplia.

Basta dar uma olhada na página de vagas do E-Commerce Brasil, por exemplo, para descobrir que o setor tem necessidade de mais braços – e qualificação, sempre. Como você, lojista, lida com esta necessidade de mão de obra e qualificação? Lembre que a JET tem parceiros que podem ajudar, além de oferecer webminars todas as semanas.

Via: Profissional do E-commerce e ABCOMM

Foto: Alejandro Escamilla – Unsplash

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