E-commerce supera expectativa e deve movimentar R$ 20 bilhões em 2011

Com um incremento de 5,4 milhões de novos e-consumidores, o setor de comércio eletrônico movimentou R$ 14,8 bilhões no ano de 2010. O número, 40% maior que o de dois anos atrás, supera a estimativa inicial de R$ 14,5 bilhões da e-bit, empresa especializada em levantar informações do setor e responsável pela elaboração da 23º edição do Relatório “WebShoppers”, elaborado em conjunto com a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara e-net), divulgado nesta terça-feira (22). O estudo revela que o ritmo deve continuar em 2011, quando 27 milhões de consumidores vão gastar cerca de R$ 20 bilhões via internet – mais 4 milhões de consumidores devem se juntar ao comércio eletrônico nesse ano.

O resultado expressivo foi principalmente movido pela paixão nacional, o futebol. As vendas de televisores de telas finas, como as de LCD, para a Copa do Mundo, foi o fator chave da grande expressão do e-commerce. Novos players, a consolidação de grupos de varejo e o aumento da renda do consumidor foram outros estimulantes do superaquecimento vivenciado pelo setor, que registrou 40 milhões de pedidos e vendeu principalmente eletrodomésticos, com fatia de mercado de 14%. Essa foi a primeira vez que as vendas de revistas e livros não ocupou o primeiro lugar – responde por 12% do montante. Mesmo percentual da categoria de Saúde, beleza e medicamentos. Em seguida aparece Informática (11%) e os eletrônicos, com 7%.

A mudança comportamental do consumidor se deve principalmente ao período de amadurecimento pelo qual passa o comércio eletrônico brasileiro. A confiança se reflete na evolução dos negócios, que em 2011 deve ser de 30%. De acordo com Pedro Guasti, diretor geral da e-bit, “isso se deve à grande aceitação que esse tipo de comércio vem tendo por parte dos brasileiros, cada vez mais confiantes em comprar on-line”, sentencia.

Mais mulheres, mais moda – O relatório também indica uma inversão do perfil dos compradores no e-commerce. Hoje, as mulheres são a maioria. Cientes desse novo potencial, os empreendedores da moda feminina se tornam presença maciça e quase obrigatória do mundo digital. A categoria ocupa o 6º lugar na lista dos segmentos mais vendidos – há quatro anos, era a 26ª. O destaque são as lojas virtuais de roupas e acessórios para mulheres. Segundo Marcelo F. Silva, gerente de marketing da JET e-Commerce, fornecedora de plataformas para comércio eletrônico, se acentua o portfólio de clientes do mundo da moda. “Com a intensificação desse movimento na internet, mais proprietários de lojas físicas procuram a JET para levar os negócios para a internet e expandir o atendimento ao público. Quando se trabalha com vendas, é preciso acompanhar as novas demandas do mercado. Ao mesmo tempo, a tecnologia, aliada a criatividade, ajudam o lojista a ser diferenciado e competitivo.”

Ainda assim, os homens consomem mais. O tíquete médio da ala masculina se manteve em R$ 425, enquanto as mulheres gastaram cerca de R$ 314. A média geral é de R$ 373.

A classe C ganhou representatividade e foi uma das principais fontes consumidoras, desmistificando a ideia de que o comércio eletrônico visa apenas as classes AB. Nota-se que o grupo também possui a menor faixa etária entre os consumidores: tem 37 anos, enquanto no geral a média dos e-consumidores é de 41 anos.

Os sites de compra coletiva, que oferecem desconto de 50% a 70%, se mostraram uma força crescente. Importados dos Estados Unidos, os portais fazem sucesso no Brasil e já são conhecidos por 61% dos consumidores de comércio eletrônico no Brasil – entre os que já efetuaram alguma compra nesses sites, 81% pretendem voltar a consumir nos próximos três meses.

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