Flat design. Tendência? Modismo? Afinal o que é isso?

Lembra daquele conceito que diz “menos é mais”? Já já vamos falar dele, mas primeiro, vamos entender o que é essa onda de flat design. Amplamente utilizado em interfaces como a Metro UI da Microsoft (o iniciar do Windows 8), Windows Mobile e recentemente adotado pela Apple no iOS 7 (o sistema operacional de iPhones, iPads e iPods), com suas telas simples, planas e objetivas, o flat design rapidamente virou tendência na criação de interfaces de aplicativos, sistemas, lojas virtuais e sites, principalmente os chamados responsivos (aqueles que se adaptam automaticamente a várias telas e dispositivos), criadas com elementos totalmente desprovidos de sombras, relevos, efeitos especiais e texturas, quase um “preto no branco”, simples, limpo, com cores sólidas e formas bem definidas. Mas isso é funcional? A hierarquia das informações e elementos que compõem o flat design é baseada em alguns princípios que priorizam a compreensão e interação dos usuários e não só deixar tudo bonito. Desde o planejamento da interface priorizando a funcionalidade, até a concepção de elementos que ampliam a experiência de uso, tudo é pensado com um só foco: ser user-friendly. Além disso, o flat design contribui para a otimização do tráfego da web, onde mais de 20% vem de dispositivos móveis, e nessas telas tudo tem que ser prático, rápido, intuitivo e, claro, consumir o mínimo de banda possível e agilizar o carregamento das páginas, o que é um diferencial a ser (muito) considerado. Chegamos ao “menos é mais”. O máximo da complexidade é o simples, certo? Então aqui vai o aviso: não pense que é fácil construir uma interface flat, pelo contrário, todo cuidado é necessário para não tornar seu projeto sem graça e vazio. A ajuda de um profissional experiente é altamente recomendável. Fazer um quadradinho colorido é muito fácil. Fazer ele funcionar harmonizado com a interface, é outra história. Não adianta nada ser bonito se não funciona! Atingir o público de forma intuitiva, direta e simples e proporcionar a melhor experiência visual possível: esse é o objetivo. E no e-commerce? Flat design funciona? Se você leu os parágrafos anteriores e ateve-se às recomendações e alertas, a resposta é sim, funciona! Mas para isso dar certo, aqui vão algumas dicas: – Se é essencial atrair o consumidor com um layout bonito, mais importante ainda é que se ofereça uma ótima experiência de compra. – Conheça seu público-alvo para que a loja atenda as suas necessidades. Será que o flat funciona para o seu cliente? – Nunca deixe o conteúdo em segundo plano. A loja pode ser a mais linda do mundo, mas se esquecer do conteúdo e só priorizar o layout, tudo cai por terra. Nesse ponto, o conjunto fala mais alto do que a peça. – Imagens bonitas, banners, textos, que também podem e devem seguir a linha flat, contribuem ainda mais para a melhor experiência de compra possível. Aplicado (e usado) corretamente, o flat design contribui muito para uma experiência de compra agradável dentro de uma interface de fácil uso, bonita e intuitiva, transcendendo as telas de computadores e chegando aos smartphones e tablets. Quanto melhor a experiência do consumidor, maior é a possibilidade dele efetuar uma compra. Veja alguns exemplos de e-commerce que adotaram o flat design e inspire-se: Lazy Made – http://lazymade.com/en/ Canopy – http://canopy.co/

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