Fraudes continuam como principal causa de morte de lojas virtuais

As fraudes continuam no topo dos motivos que levam ao fechamento das lojas virtuais no Brasil. Para algumas empresas, as fraudes representam perdas financeiras que oscilam entre 20% e 30%, de acordo com a FControl, companhia de controle de riscos e de soluções antifraude do Buscapé Company.

A FControl ainda divulgou em novembro um ranking dos dez principais segmentos do comércio eletrônico atingidos por fraudes. Na ordem, eles são o de eletrodomésticos (30%), turismo (21%), modas e acessórios (10%), compras coletivas (9%), eletrônicos (8%), livros (5%), serviços (2%) e de informática, automóveis e veículos e telefonia, todos os três com a margem de 1%.

Para a elaboração do relatório, foram analisadas entre os meses de março e outubro aproximadamente oito milhões de transações de cerca de 16 mil lojas virtuais brasileiras, que sofrem principalmente com as perdas vindas do chargeback. Motivo que leva à morte de grande parte das empresas de e-commerce, de acordo com o vice-presidente da Buscapé Financial Services, Marcos Cavagnoli.

Cavagnoli confirma que “em uma situação em que esteja desprotegido de soluções de segurança eficazes, toda a responsabilidade é do lojista. Essa perda financeira se torna insuportável para ele. A fraude é algo intrínseco no meio de pagamento não presencial”. Ainda segundo o executivo, a maior parte das empresas pontocom não tem o conhecimento específico para prevenir as fraudes. “Isso acontece, pois o core business delas não é a prevenção de fraudes – e nem deve ser.”

Soluções antifraudes

Existem no mercado soluções antifraudes, como a própria FControl, que analisam os riscos das transações de e-commerce a partir de inteligência artificial. A principal característica dessas ferramentas é a constante atualização, para acompanhar a evolução dos golpes que ficam, a cada dia, mais sofisticados. Na contratação da ferramenta, é possível que seja feita uma customização, que molde as operações ao perfil dos usuários.

Gerente de marketing da JET Tecnologia, Marcelo F. Silva credita à solução antifraude a eficácia de atuação da empresa virtual – elas são tão importantes quanto o planejamento do negócio. “Nesse ambiente é necessário que se mantenha algumas reservas, mas elas não podem prejudicar as aprovações como um todo, e, por exemplo, prejudicar a imagem da loja perante o cliente.” A pessoa que faz a transação e tem o pedido negado, sem motivo aparente, se sente prejudicada, lesada. “Esse erro pode afastar permanentemente o e-consumidor da empresa”, finaliza ele.

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