Inovações e tendências do e-commerce na AL

A palestra de Sylvia de Oliveira, da EMEA, no Fórum E-Commerce Brasil 2015 trouxe a pesquisa sobre o e-commerce na América Latina, feita pela Internet Retailer, a bíblia do e-commerce nos Estados Unidos. Os resultados vêm de quatro anos de pesquisa, aprendendo quem são os players dos mercados latinos. 500_AL_crescimento   500_AL_categorias   500_AL_tipodecomércio Trata-se de um mercado dominado pelo que chamamos de pure play – lojas que só existem online – e o grande desafio é aumentar mercado, fazer seu branding. 5topBR_comparação Sylvia destacou a presença da Netshoes, que é a menor de todas mas garante a entrada no clube “dos grandes” graças à inovação constante. Ela ficou entre as 10 primeiras varejistas online nos últimos 4 anos, exibindo crescimento contínuo, mesmo na crise. Outro e-commerce que mereceu destaque foi a Wine.com, que aparece no ranking dos 100 maiores e-commerce. Além de vender educam e expandem para outros nichos, como cerveja e café. A ação do Magazine Luiza, Magazine você, que permite aos clientes criar sua a própria loja no Facebook também foi destaque. Sylvia descreveu a iniciativa como o porta a porta social. Além de ser mais fácil vender um produto para o seu amigo, o Brasil é um dos países com mais permanência no FB, hoje são 150 mil pessoas vendendo no Magazine Você, com comissões de 4% a 10%. Inovação BR MagazineLuiza_inovação Wine_crescimento   Mesmo na crise o E-commerce cresce e continua crescendo. 500_eletronico_fisico O cenário nos EUA é diferente, porque a devolução, por lá, é um processo mais fácil. As três maiores tendências nas empresas americanas são: inovação, mídia social para o marketing e mobile commerce. Sylvia apresentou os cases da Blue Apron, que cresceu 550% em 2014; do Dollar Shave Club que foi lançado em 2012 e provou que é possível engajar e reter clientes; e do NoMoreRack, que inovou no remarketing mostrando produtos mais baratos e mais caros do que o usuário viu. 500_conselhos O recado da pesquisadora foi claro: “Inovação não depende de tamanho. Grandes empresas não têm nicho, mas existem muitos nichos e muito espaço para novas empresas”. Outra mensagem para os empreendedores brasileiros foi aprender com o que aconteceu na crise americana de 2009. “Quem cresce durante a crise, quando a situação econômica se estabiliza, está melhor”, disse Sylvia. O foco? Fazer negócios diferentes, ganhar e construir mercados, criar novas formas de distribuição. Fotos: Lucia Freitas, Conectiva, para JET e-commerce

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