Loja virtual própria ou marketplace? O ideal é ter as duas opções, tudo integrado!

O sucesso dos marketplaces é incontestável. Em 2020, quando as vendas online foram aceleradas, essas plataformas aumentaram ainda mais a sua participação no mercado.

Segundo os dados da E-bit/Nielsen, o marketplace cresceu 52% em 2020, acima do total do mercado, que foi de 41%.

O total de pedidos do marketplace chegou a 148,6 milhões, um crescimento de 38% em relação a 2019, o que resultou em um faturamento de R$ 73, 2 bilhões para o segmento. 

Os resultados expressivos vêm sendo registrados há alguns anos e, consequentemente, tem aumentado a adesão a este modelo de venda.

Neste cenário, compreensivelmente, muitas empresas chegam a questionar a necessidade de terem suas lojas virtuais próprias.

Por que estruturar o seu e-commerce próprio?

Em primeiro lugar, vale lembrar que o comportamento do consumidor é omnichannel. Ou seja, ele trafega por todos os canais, e não faz distinção entre as operações, nem mesmo entre on e offline.

Assim, para ter uma operação de sucesso, a omnicanalidade tornou-se fundamental e isso inclui a venda via marketplace.

Não restam dúvidas, então, de que a melhor opção é ter um e-commerce próprio, mas devidamente integrado aos principais marketplaces do mercado.

Para isso, o ideal é contar com uma plataforma que tenha hub nativo, o que facilita a gestão das vendas, uma vez que todas as operações são administradas num sistema único.

Dessa forma, todos os controles de estoque da loja ficam centralizados, permitindo que os dados sejam analisados com mais eficiência.

Com base em informações mais qualificadas, os gestores conseguem desenvolver estratégias para aproveitar o potencial de cada canal.

Por exemplo, se o e-commerce conseguiu um produto numa condição especial de preço com o fornecedor, pode direcionar essa venda para o marketplaces.

A concorrência nesse tipo de loja é acirrada e não vale a pena disponibilizar um artigo que não seja competitivo.

Quem tem um e-commerce próprio leva vantagem nesse quesito, uma vez que pode organizar melhor sua oferta de produtos, valorizando as especificidades de cada um dos canais.

O principal é ter em mente que o cliente é o mesmo, ou seja, a pessoa adota diferentes comportamentos de compra, dependendo de sua necessidade, do momento e até do tipo de produto que está buscando.

Reside neste aspecto a importância da omnicanalidade. Não faz sentido que as empresas deixem de privilegiar a experiência do cliente. É o consumidor quem decide se vai comprar na loja física, no mobile, no site, nas redes sociais ou no marketplace.

Quais as vantagens do marketplace?

Um dos principais benefícios da loja que está presente também nessas plataformas é o alto volume de tráfego.

Com os investimentos realizados pelos grandes varejistas na divulgação, é natural que essas marcas sejam mais conhecidas do público e que  apareçam como primeira opção num momento de pesquisa.

Hoje os marketplaces preferidos do consumidor brasileiro são Americanas, Mercado Livre e Magazine Luiza. Em 2020, contudo, chamou a atenção também o crescimento da Amazon.

Na pesquisa da E-bit/Nielsen, 28% dos consumidores afirmou ter feito compras na Amazon em 2019, enquanto o número saltou para 55% dos consumidores em 2021.

Pesa também a favor dessas operações a questão da confiança. Como se tratam de marcas conhecidas, os clientes muitas vezes se sentem mais à vontade de interagir com elas.

Um aspecto que se destaca na análise sobre o desempenho dessas lojas é o fato de o consumidor nem sempre entender que está comprando numa espécie de shopping center, que reúne diversas marcas.

Em 2020, por exemplo, 23% dos consumidores afirmaram, na pesquisa realizada pela Ebit/Nielsen, não saber o que é um marketplace. Apesar de o índice ter diminuído 9 pontos percentuais em relação aos entrevistados de 2019, ainda é uma parcela alta.

A análise dessa questão confirma a necessidade de o cliente estar no centro da tomada de decisão do e-commerce. O que interessa é a sua experiência, a solução dada ao seu problema (ou a sua “dor”) naquele momento.

Como vender melhor no marketplace?

De uma maneira geral, o consumidor brasileiro tem aprovado a experiência no marketplace.

Segundo os dados do Ebit/Nielsen, 90% dos consumidores afirmaram que a experiência no marketplace foi boa ou ótima. 

Em relação às motivações para comprar de um seller dentro do marketplace, o que se destaca é a pontuação ou a reputação dentro da plataforma (teve 40% de menções). Outro fator que aparece como decisivo é preço/promoção, opção indicada por 39% dos entrevistados em 2021.

Contar com hub nativo é importante para que a loja possa trabalhar com os principais marketplaces. 

Questionados sobre os critérios usados para escolher os marketplaces de sua preferência, os entrevistados indicam:

* melhor preço (72%)

* confiança na marca (60%)

* já é cliente da loja (32%)

* emite nota fiscal (27%)

* tem loja física (15%)

* única loja que encontrou o produto (10%)

Até pelas questões indicadas pelos consumidores, a venda no marketplace depende do tipo de oferta disponibilizada. Produtos sem preço competitivo acabam, portanto, não ganhando o devido destaque.

Na mesma linha, é fundamental elaborar estratégias que ajudem a reduzir o valor do frete ou ofereçam algum tipo de vantagem para o cliente.

Veja esse dado:  42% dos pedidos feitos em marketplace em 2020 tiveram o frete grátis, o que significa um custo médio de R$ 33,23 para o lojista.

 Ainda segundo o estudo, para os consumidores, custo do frete é o principal ponto de melhora em potencial para os marketplaces.

Como vimos neste artigo, são muitas as vantagens das empresas ao atuar com e-commerce próprio e marketplace. Num cenário em que a omnicanalidade ocupa papel central, o que não faz sentido é abrir mão de pontos de interação com o cliente.

Artigo originalmente publicado no Blog Ecommerce Brasil.

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