Natal online? Veja como preparar o seu negócio para a nova realidade do mercado

Depois de um ano bem atípico em vários sentidos, a população se prepara para outra experiência inusitada: comemorar o Natal em meios às medidas de distanciamento social.

Uma das mudanças deve ser no número de pessoas nas reuniões das ceias natalinas. Se forem seguidas as recomendações dos especialistas da área médica, a tendência é que os eventos sejam menores, dividindo os núcleos familiares e de amigos.

Sob o ponto de vista dos negócios, o período vai exigir mais atenção do varejo, que deve se preparar para lidar com os novos padrões de consumo.

Para começar, é impossível ignorar a relevância conquistada pelo e-commerce. Com as restrições impostas à movimentação nas lojas físicas, é importante ter ações que valorizem o omnichannel.

O consumidor deve ter opções na hora da compra para escolher o canal de sua preferência: site, mobile, WhatsApp, marketplace, redes sociais, televendas, etc.

“A transformação digital é uma realidade para o varejo e não tenho dúvidas de que as vendas dos produtos de Natal serão concentradas no comércio eletrônico”, afirma Gustavo Chapchap, CMO da JET/ZapCommerce e líder do Comitê de E-commerce da Abradi.

O especialista lembra que essa situação ficou muito clara durante a Black Friday. O evento, aliás, geralmente é uma boa referência para entender o comportamento dos clientes no Natal, até pela proximidade entre as duas datas comemorativas.

Tomando como base os resultados da Black Friday em 2020 e também a sua experiência no setor de e-commerce, Chapchap indica algumas questões que devem ser consideradas na elaboração das estratégias para o Natal.

1. Redobrar a atenção com o digital

Focar nas vendas online tornou-se prioritário. Dados de novembro da área de cartões do Itaú Unibanco mostram que, pela primeira vez, as vendas online ultrapassaram as físicas.

Além da mudança do canal físico para o digital, a pandemia também alterou o ritmo de vendas de diversas categorias. Prova disso foi o crescimento dos setores de restaurantes (+88%), materiais de construção (+63%), drogaria/cosméticos (+37%) e lojas de departamento (+31%).

Para Chapchap, essa movimentação deve se repetir na compra dos presentes de Natal. “As pessoas estão passando mais tempo em casa, então, é natural que os produtos de uso doméstico se mantenham entre os preferidos na hora da compra”, analisa. Outra mudança importante, segundo o especialista, aconteceu no setor de beleza. “Após tanto tempo em casa, as mulheres estão investindo mais em produtos desta categoria, há uma valorização dos itens que promovem a auto estima”, comenta.

2. Investir na aproximação com o cliente

Entre as estratégias mais adequadas para as lojas virtuais turbinarem suas vendas, Chapchap destaca a importância de se investir mais no relacionamento com o cliente.

Segundo ele, serão bem-sucedidas as operações que conseguirem personalizar a comunicação, usando as informações do digital para fazer abordagens mais assertivas do público.

Soluções tecnológicas como o ZapCommerce têm funcionado muito bem para ajudar as empresas neste momento, justamente porque permitem esse contato mais informal e próximo do consumidor.

Outra vantagem, neste caso, é que a interação com o cliente pode ser feita pelo próprio vendedor da loja. “Acabou de vez aquela história de o vendedor ficar parado, esperando o cliente na loja, seja ela física ou digital. É importante ter uma venda proativa”, diz.

3. Antecipar as campanhas

Outro ponto importante para quem está se preparando para as vendas de Natal é observar que as campanhas devem ser antecipadas. Como as pessoas vão optar pelo digital, o receio da demora na entrega fará com que muitos comecem a realizar as compras.

“Assim como aconteceu com a Black Friday, não devemos ter aquela ‘corrida’ às lojas físicas para as compras de última hora”, observa o especialista, lembrando que as empresas podem (e devem) encontrar formas de estimular as compras com mais antecedência.

Uma das formas de se fazer isso é trabalhar melhor com os dados dos clientes, inclusive os que foram captados durante a Black Friday. “As ações de pós-vendas são muito importantes para melhorar o relacionamento com os clientes e impactam também nas vendas a curto prazo”, recomenda Chachap. Ele ainda observa que, com tantas mudanças que aconteceram em 2020, as empresas devem redobrar os esforços para entender melhor as demandas do público. “Os clientes também estão se reinventando neste momento. Então, é fundamental saber empregar todos os dados disponíveis para mapear os interesses das pessoas”, finaliza.

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