Transformação Covid-19

Os efeitos da quarentena ainda vão repercutir por muito tempo no mundo dos negócios, mas já podemos perceber algumas mudanças irreversíveis. Entre elas, é inegável a aceleração dos processos de transformação digital.

Quem acompanha o dia a dia do comércio eletrônico sabe que as empresas detectaram há algum tempo a necessidade de aproveitar melhor os benefícios proporcionados pelo avanço tecnológico.

Tanto é verdade que, para muitas operações, a obrigatoriedade de atuar 100% no ambiente digital foi rapidamente colocada em prática, até porque a estrutura já estava preparada para essa “passagem”.

E nesse caso não estamos falando apenas de estrutura tecnológica, e sim de processos de gestão mais bem organizados e voltados para o ambiente online.

Como exemplo, podemos citar o caso dos varejistas que atuam com base no conceito omnichannel. É claro que é desafiador ter a loja física fechada de uma hora para outra, porém, essas operações puderam se organizar com mais facilidade, uma vez que os processos de venda estão integrados e podem ser feitos em outros canais, como televendas, redes sociais, apps de mensageria (como o WhatsApp) e site.

Nesse caso, não se trata apenas de ter outros canais operando. O que faz a diferença é ter todas as informações sobre os clientes integradas num sistema único, o que permite desenvolver ações sob medida para ativar os canais de relacionamento.

Não é à-toa que, mesmo em meio à grave crise, temos visto empresas conseguindo obter bons resultados com suas ações.

Temos um bom exemplo entre os nossos clientes. A empresa, que atua no segmento de moda, fez o lançamento de uma nova coleção e os resultados foram surpreendentes: aumento de 20% no faturamento, comparando com o número de 2019, e acréscimo de 30% no valor do ticket médio.

A ação contou com um suporte extra da equipe da JET, até porque seria o primeiro lançamento de coleção feito com a nova plataforma, e o retorno foi importante para mostrar que operações bem estruturadas poderão ser bem-sucedidas em suas estratégias.

Transformação digital

O que temos visto nas últimas semanas é que o comércio eletrônico terá um papel importante nos próximos meses – há dados confirmando o aumento das vendas nesses canais e a tendência é que a curva de crescimento seja acentuada.

A questão, então, é refletir sobre as iniciativas que podem ser adotadas de forma rápida para inserir novas empresas nesse ambiente.

Ainda olhando para a nossa estrutura, ficamos muito satisfeito de ver o crescimento no uso do ZapCommerce por comerciantes de pequeno e médio porte.

O app lançado pela JET em 2018 é uma ferramenta importante para clientes de maior porte que têm a plataforma omnichannel. Tanto é que no último ano reunimos diversos cases de sucesso com o uso do aplicativo.

Nesse caso, além da possibilidade de automatizar as vendas via WhatsApp e outros aplicativos de mensagens, pesou bastante o fato de as empresas terem acesso aos dados dos clientes, refinando melhor suas estratégias, usando business inteligence.

Esse cenário vinha se configurando antes da quarentena e o que temos visto é que essas operações estão conseguindo usar os recursos para se adaptar à nova realidade. Porém, como já estavam estruturadas, o processo acontece de forma menos traumática e, como era esperado, conseguem ser mais bem-sucedidas em suas iniciativas.

Por outro lado, é interessante constatar como uma ferramenta de fácil configuração pode ajudar a inserir, rapidamente, novas empresas no ambiente digital.

O ZapCommerce tem cumprido essa função. A versão Start, gratuita, tem funcionado bem para os comerciantes que se viram obrigados a fechar a loja física.

Como o WhatsApp é usado por praticamente todo mundo e o tempo todo, facilita bastante para as marcas terem como acessar os clientes via o app.

Além da formalização do contato, destaca-se o fato de o cliente e a loja contarem com um ambiente seguro para o pagamento, que é sempre uma fonte preocupação no uso dos dispositivos móveis.

Ainda que o impulso inicial pelo uso dessas tecnologias seja a necessidade momentânea, é difícil imaginar que, com a abertura das lojas físicas, as pessoas abram mão da conveniência.

É alta a probabilidade de que esses recursos sejam incorporados de forma definitiva ao dia a dia do varejo. Afinal, representa redução de custos para as lojas e, para os clientes, significa mais comodidade.

O que está por trás do processo de transformação digital é justamente o fato de que a tecnologia pode (e deve) ser usada para facilitar as relações de consumo.

Exemplos internacionais

Essa análise feita do ponto de vista da microeconomia, do que está acontecendo no mercado brasileiro, tem respaldo na movimentação dos grandes varejistas mundiais.

Nos Estados Unidos, enquanto muitos varejistas enfrentam dificuldades, a Amazon tem conseguido crescer em meio à quarentena.

Dados publicados na Neo Feed relatam a abertura de 100 mil novos postos de trabalho e aumento de salário dos funcionários. As medidas refletiram na Nasdaq. As ações da empresa sofreram queda num primeiro momento de 16%, mas em março já haviam recuperado parte do valor.

Para quem está nesse momento estudando as estratégias para os próximos meses, a recomendação dos especialistas é clara: é preciso revisar os planejamentos e acelerar a adoção das soluções disponíveis no mercado.

Isso passa pela expansão dos canais de venda, com a incorporação de ferramentas que facilitem o contato remoto com os clientes. Além disso, pela relevância que eles têm junto ao consumidor, vale estudar a opção de integrar a loja aos marketplaces.

De olho nos propósitos

Como fazer isso de uma hora para outra? Por meio do trabalho colaborativo. A valorização das “parcerias de verdade” é outra questão que deve permanecer pós-crise.

Percebemos no dia a dia que empresas mais flexíveis para o trabalho colaborativo com outras operações têm conseguido mais agilidade nas ações, uma vez que podem contar com o apoio de outras estruturas.

Momentos de dificuldade como esse que estamos atravessando são importantes para que as organizações analisem com quem podem contar, que está disposto a somar e trabalhar para encontrar os melhores caminhos para todos.

Pode parecer contraditório, mas não é. Ao mesmo tempo em que a tecnologia apoia a transformação das estruturas, a superação dos problemas depende dessa humanização das relações. Isso vale como norte para o relacionamento com parceiros, colaboradores e até com os clientes.

Será a hora de as marcas mostrarem quais são os seus verdadeiros propósitos e, a partir daí, definirem como estarão posicionadas depois da tempestade.

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