Vendas online são o eixo da transformação digital

Este foi o tema do webinar realizado no último dia 20, a partir da parceria entre a Agência M3 e a JET.

Durante o bate-papo, Gustavo Chapchap, diretor da JET, e Pablo Ribeiro, diretor geral da M3, analisaram as mudanças que têm ocorrido no varejo e indicaram as perspectivas para o setor no período pós-pandemia.

Confira, a seguir, os principais pontos debatidos no encontro e que foram sintetizados no artigo publicado no blog da M3:

Convergência de canais é uma realidade

Não é de hoje que a presença do varejo digital está cada vez mais forte na vida dos consumidores. A possibilidade de consumir de maneira prática, rápida e a qualquer hora e lugar vem atraindo mais e mais pessoas ao mercado digital.

Além disso, elas estão passando mais tempo conectadas, um movimento que já vinha acontecendo devido à democratização da internet e ao aumento do uso do celular.

No entanto, é inegável que a pandemia acelerou, consideravelmente, esse processo. O espaço, cada vez maior, conquistado pelo comércio eletrônico, neste contexto de isolamento social, mostra uma tendência que já existia e que vai perdurar mesmo após a pandemia.

Gustavo mencionou a influência do home office nesse cenário. Afinal, muitas empresas que puderam aderir a este formato de trabalho, durante este período, enxergaram uma nova possibilidade que vinha sendo analisada com cautela antes da Covid-19. Sem dúvidas, esta é uma realidade que pode permanecer no pós-pandemia.

Consequentemente, as pessoas não sairão de casa todos os dias para trabalhar e grande parte do seu consumo também será feito digitalmente. Porém, isso não significa que o varejo físico vai acabar. “A convergência dos canais é uma realidade e, também, um caminho sem volta”, argumentou Gustavo.

O consumidor já está online

A pandemia impulsionou muitas empresas, que antes só atuavam no meio físico, a investirem no mercado digital. Seja através do e-commerce próprio ou de vendas via WhatsApp, por exemplo.

Foi a maneira encontrada para resistir num período em que o isolamento social se fez necessário e o varejo físico ficou inoperável. A reinvenção foi a pauta do momento e, sem dúvidas, esta foi a maneira que muitos estabelecimentos encontraram para se remodelarem em resposta às transformações do mercado.

Neste cenário, alguns lojistas já tinham o objetivo de começar a vender online, mas era um projeto que vinha sendo adiado. Com a pandemia, ele precisou, finalmente, sair do papel. No entanto, ainda existem empresas que apresentam uma certa resistência em relação ao comércio eletrônico. Algumas delas têm o receio de investir em algo novo que não dê o retorno financeiro esperado ou sentem que não estão preparadas para isso.

Frente a este panorama, Gustavo recomendou que aos lojistas que ainda estão inseguros no que diz respeito ao varejo digital que acelerem a implementação das vendas online, uma vez que podem perder clientes.

Isso é necessário porque, como lembrou o especialista, o consumidor já está online as marcas devem estar aonde o seu público está. “É fundamental acompanhar as mudanças do mercado. Ninguém é o mesmo de dois anos atrás, logo, é inadequado e ineficiente oferecer os seus produtos da mesma maneira que fazia antes”, alertou Gustavo.

Fidelidade às marcas é cada vez menor

Apesar da significativa expansão do mercado digital em tempos de Covid-19, ele já vinha crescendo e já tinha se tornado a preferência dos consumidores que são, nativamente, digitais – ou seja, pertencentes à geração Z.

Ao mencionar as características deste tipo de cliente, Pablo e Gustavo comentaram que ele é cada vez menos fiel às marcas.

O que está em jogo é a capacidade de trocar e de experimentar com muita facilidade um produto ou uma loja, tendo como parâmetros experiência proporcionada e custo-benefício.

Este é o perfil do consumidor contemporâneo e quem não entender essa mudança nas relações de consumo ficará para trás.

Pablo também citou uma pesquisa, de uma empresa internacional, revelando que uma média de 30 a 40% dos entrevistados não estão tão fiéis às marcas.

Este dado reforça ainda mais a importância da sua empresa estar presente no varejo digital, pois diversos consumidores acabarão optando, facilmente, por adquirir o produto do seu concorrente caso você não ofereça vendas online, sobretudo num contexto de pandemia e pós-pandemia.

Vendedores das lojas físicas têm novo papel

Com as restrições e a redução de horários na retomada do comércio em algumas cidades brasileiras, o vendedor da loja física pode ser aproveitado mesmo durante os horários que a loja não estiver aberta.

Para isso, a JET e-business desenvolveu o ZapCommerce, um aplicativo que possibilita, de maneira fácil, segura e inteligente, a venda de produtos via WhatsApp, Instagram Direct e Facebook Messenger.

O app permite cadastro de vendedores e produtos, compartilhamento de produtos, envio do link de pagamento e gerenciamento de pedidos. Esta ferramenta entra para agregar na nova configuração impulsionada pela pandemia: vendedores que deixam a passividade de lado para serem agentes de relacionamento, trazendo mais confiança e pessoalidade ao varejo digital.

Oferecer a possibilidade de comprar online de maneira humanizada é uma ótima estratégia. Lembre-se! Os seus clientes não são números, e sim, pessoas.

Tendências pós-pandemia

Em relação às tendências do varejo no pós-pandemia, os profissionais destacaram o seguintes pontos:

– os consumidores que compraram em e-commerces pela primeira vez, durante a quarentena, permanecerão com este hábito mesmo após a pandemia;

– as lojas físicas passarão a ser pontos de experiência;

– os consumidores estarão muito mais antenados no que diz respeito aos valores e propósitos das marcas;

– e o número de consumidores omnichannel (ou seja, que transitam entre os mais variados canais até finalizar uma compra) aumentará.

Oportunidade frente à pandemia

Diante da pandemia, investir no comércio eletrônico é, inquestionavelmente, uma grande oportunidade. Algumas considerações foram feitas, neste sentido, ao final do webinar.

Pablo citou que muitas empresas se reconfiguraram, rapidamente, colocando suas lojas virtuais no ar em um curto período de tempo, por meio de um MVP (Produto Mínimo Viável), com o objetivo de ir evoluindo aos poucos.

Ele mencionou também a importância de se trabalhar os dados dos clientes da melhor maneira.

Essa visão foi endossada por Gustavo. “É preciso trabalhar para solucionar o problema do cliente, encontrar soluções. A partir daí, a guerra de preços cai por terra e permite que a loja se destaque no mercado”, finalizou.

Para conferir o webinar na íntegra, acesse Vendas online são o eixo da transformação digital.

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